AS MILICIAS RELIGIOSAS -Parte II.
AS FACÇÕES RELIGIOSAS NASCERAM DAS IGREJAS.
AS MILÍCIAS RELIGIOSAS – Parte II
A Farsa que se Esconde Atrás da Religião e da Política
A paz do Senhor, meus amigos.
Meu nome é Jorge Henrique da Silva, e dou continuidade a esta série de reflexões porque acredito que ainda existem muitas pessoas sinceras que procuram compreender os acontecimentos que estamos vivendo. Não escrevo movido pelo desejo de criar polêmicas, tampouco para agradar ou desagradar qualquer grupo religioso. Escrevo porque, diante de Deus, assumi o compromisso de dar minha pequena contribuição à Sua obra, compartilhando aquilo que compreendo das Escrituras e da realidade que presenciei ao longo da minha vida.
Depois da publicação da primeira parte deste estudo, acompanhei atentamente algumas reações nas redes sociais. Recebi mensagens de incentivo, palavras de apoio e também muitas críticas. Algumas pessoas afirmaram que eu estava exagerando; outras disseram que eu não deveria tocar em determinados assuntos; houve ainda quem tentasse desqualificar minha fé simplesmente porque apresentei uma visão diferente daquela que costuma ser repetida em muitos púlpitos.
Confesso que nada disso me surpreendeu.
Ao longo da história, toda vez que alguém questionou sistemas estabelecidos ou confrontou ideias que pareciam inquestionáveis, surgiram reações semelhantes. Foi assim com diversos profetas do Antigo Testamento. Foi assim durante o ministério de Jesus Cristo. Foi assim com os apóstolos. Não estou me comparando a nenhum deles, mas apenas lembrando que a verdade, quando confronta interesses humanos, quase sempre desperta resistência.
É justamente por isso que resolvi escrever esta segunda parte.
Não retorno ao assunto porque me incomodaram os comentários negativos. Volto porque continuo convencido de que muitas pessoas foram ensinadas a aceitar determinadas práticas sem jamais pararem para refletir sobre elas. Quando uma crença é repetida durante décadas, ela passa a parecer verdadeira apenas pela força do hábito, mesmo que nunca tenha sido cuidadosamente examinada à luz das Escrituras.
Ao longo dos meus livros procurei mostrar exatamente isso.
Existem ensinamentos que se tornaram tão comuns dentro do cristianismo contemporâneo que muitos acreditam fazer parte do próprio Evangelho, quando, na minha compreensão, representam interpretações construídas ao longo da história por homens, instituições e interesses que nem sempre tiveram como objetivo principal conduzir as pessoas para mais perto de Deus.
Quando a Fé se Confunde com os Interesses Humanos
Ao observar a história da humanidade, percebemos que religião e poder quase sempre caminharam muito próximos.
Reis utilizaram a religião para fortalecer seus governos.
Impérios recorreram à fé para justificar guerras.
Líderes religiosos, em diferentes épocas, exerceram influência sobre decisões políticas.
Ao mesmo tempo, governantes descobriram que conquistar o apoio das estruturas religiosas podia representar uma forma eficiente de consolidar sua autoridade diante do povo.
Essa aproximação entre religião e política não nasceu nos dias atuais.
Ela atravessa séculos.
Entretanto, na minha compreensão, vivemos um período em que essa relação alcançou um nível extremamente complexo.
Hoje, em muitos lugares, já não é fácil distinguir onde termina a mensagem do Evangelho e onde começam os interesses institucionais.
Essa reflexão não pretende afirmar que toda igreja age da mesma maneira ou que todos os líderes religiosos possuem os mesmos objetivos.
Seria injusto fazer uma afirmação tão ampla.
Existem homens e mulheres sinceros dedicando suas vidas ao serviço de Deus.
Contudo, também acredito que existem estruturas que passaram a funcionar segundo uma lógica muito diferente daquela apresentada por Jesus Cristo durante Seu ministério terreno.
Foi justamente essa percepção que me levou, anos atrás, a refletir sobre aquilo que denominei de "Milícias Religiosas".
Não utilizo essa expressão para descrever apenas grupos organizados.
Utilizo-a para representar uma mentalidade que, na minha compreensão, transforma a fé em instrumento de controle, de divisão e de influência sobre a vida das pessoas.
É quando a identidade religiosa deixa de aproximar o ser humano de Deus e passa a determinar como ele deve votar, quais pessoas deve admirar, quais deve rejeitar e até quem merece ou não ser considerado um verdadeiro cristão.
Esse fenômeno, segundo minha compreensão, merece ser observado com muita atenção, especialmente por aqueles que desejam compreender os acontecimentos descritos nas Escrituras acerca dos últimos dias.
Nos próximos capítulos desta série aprofundarei essa reflexão, analisando como, na minha visão, determinadas interpretações teológicas, interesses políticos e estruturas institucionais passaram a caminhar lado a lado, influenciando não apenas a vida religiosa, mas também a forma como milhões de pessoas enxergam o mundo ao seu redor.
Neste blog compartilho parte da minha caminhada e reflexões sobre fé, esperança, perseverança e as experiências que marcaram minha vida.
Se desejar acompanhar as próximas publicações, volte sempre.
Que Deus abençoe você e sua família.
Jorge Silva.
Autor: Jorge Silva.


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