O QUE VOCÊ É DIANTE DE DEUS?

 






                                     

O Que Você É Diante de Deus?

A paz do Senhor, irmãos.

Quando entrei pela primeira vez em uma Igreja Cristã Evangélica, no ano de 1988, em Fortaleza, vivi uma experiência que jamais esqueci.

Durante a oração, senti pela primeira vez a presença do Espírito Santo em minha vida.

Muitas religiões, principalmente algumas denominações protestantes, ensinam que uma pessoa só pode ser preenchida pelo Espírito Santo depois de ser doutrinada e batizada nas águas.

Entretanto, hoje tenho convicção de que fui tocado, batizado e preenchido pelo Espírito Santo aos oito anos de idade, antes mesmo de receber minha primeira aula bíblica.

Foi algo que marcou profundamente toda a minha caminhada.

À medida que comecei a ser doutrinado, o Espírito Santo usava minha mãe de criação para me ensinar. Pouco a pouco, comecei a compreender aquele sentimento que preenchia meu coração.

Passei a entender que, para viver em comunhão com o Criador, precisava praticar aquilo que Jesus Cristo havia ensinado:

Amar o próximo.

Mas como uma criança que nasceu em condições tão desfavoráveis poderia compreender e praticar esse amor?

Como alguém que se sentia prejudicado, rejeitado e perseguido por familiares, vizinhos, colegas e até por pessoas de dentro da igreja poderia amar o próximo?

Essa sempre foi uma das maiores lutas da minha vida.

Hoje, ao olhar para trás, percebo que não tenho muitas lembranças de carinho vindo da minha família biológica.

Não me recordo de abraços afetuosos, palavras de incentivo ou de gestos simples que normalmente existem dentro de um lar.

Nem mesmo algo tão comum como pedir a bênção a um pai ou a uma mãe fazia parte da minha realidade.

Às vezes me pergunto:

Se eu tivesse tomado outro caminho, o que teria acontecido comigo?

Será que me tornaria mais uma dessas pessoas que procuram desesperadamente uma igreja apenas em busca de uma vida rica, farta e próspera?

Será que viveria pensando apenas em mim mesmo?

E, se tivesse escolhido esse caminho, Deus ainda estaria comigo?

A marca de quem foi chamado

Acredito que, quando somos escolhidos e o Evangelho de Jesus Cristo nos é verdadeiramente apresentado, uma marca espiritual é colocada dentro de nós.

Por mais que a condição humana seja usada para nos corromper, o Espírito Santo age na hora certa.

Querem compreender melhor aquilo que estou dizendo?

Uma pessoa tocada pelo amor de Deus não toma um copo de água tranquilamente ao perceber que alguém ao seu lado está com sede.

Um escolhido não consegue fazer uma refeição na rua ou no trabalho enquanto vê outra pessoa passando fome e permanece completamente indiferente.

Um escolhido não sente prazer em zombar da dor alheia.

Ele compreende que muitas situações simples do cotidiano são, na verdade, provas.

São testes pelos quais todo ser humano passará.

A principal diferença entre alguém que conhece verdadeiramente o Evangelho de Jesus Cristo e alguém contaminado pelo chamado cristianismo da prosperidade está na maneira como cada pessoa enxerga o próximo.

Quando vivemos o Evangelho, somos tocados de uma maneira difícil de explicar.

Quando somos libertos desse pensamento de prosperidade material, começamos a compreender, ainda que apenas parcialmente, o amor ágape.

Passamos a ter mais cuidado com aquilo que vemos, pensamos e falamos sobre os outros.

Os ensinamentos, princípios e advertências de Jesus despertam em nós o desejo de amar, ajudar e praticar boas ações.

E tudo isso deve ser feito sem alarde.

Sem buscar aplausos.

Sem esperar reconhecimento.

Sem exigir gratidão.

A caridade verdadeira não precisa de propaganda.

Uma fé baseada em competição

Por outro lado, muitas pessoas que vivem o cristianismo apenas em busca de riqueza não conseguem encontrar paz.

Dentro das igrejas, acabam cobrando umas às outras.

Atacam-se.

Comparam-se.

Cada uma tenta demonstrar que é mais ungida, mais santificada ou mais espiritual do que a outra.

Já observaram esse comportamento?

É doloroso ver irmãos transformando a fé em uma competição.

Não digo isso para afirmar que sou melhor ou diferente deles.

Faço apenas uma reflexão baseada naquilo que compreendo das Escrituras.

Por isso deixo um alerta:

Fujam da falsa promessa de prosperidade.

Quando a fé de uma pessoa está fundamentada apenas no desejo de possuir uma vida rica e confortável, algo precisa ser revisto.

Não estou condenando ninguém.

Estou alertando aqueles que me acompanham, que conhecem o Evangelho e que já tiveram contato com as Escrituras.

Cada pessoa precisa examinar seu próprio coração diante de Deus.

A areia da praia do mar

Para compreenderem melhor a reflexão que compartilho, peço que abram suas Bíblias em Apocalipse, capítulo 13.

Ali, o apóstolo João relata uma visão na qual se encontra sobre a areia da praia do mar.

Na minha interpretação, essa areia representa uma multidão de pessoas.

Representa também muitos religiosos que ouviram a Palavra, mas acabaram se rendendo ao espírito do anticristo.

Talvez alguém pergunte:

“Como assim, Jorge?”

Na minha compreensão, esse mar de pessoas já foi alcançado por uma semente plantada dentro das religiões, corrompendo a mensagem genuína da salvação mediante o arrependimento.

Essa transformação aconteceu quando a prosperidade começou a ocupar o lugar central das pregações.

Em vez de anunciar arrependimento, graça, amor, perdão e salvação, muitos passaram a prometer riquezas, sucesso e reconhecimento.

Esse movimento ganhou força dentro de igrejas protestantes em várias partes do mundo, especialmente a partir das últimas décadas do século XX.

Enquanto isso, acontecimentos relacionados a Israel também despertavam a atenção de todos aqueles que estudavam as profecias bíblicas.

Por isso considero Israel um importante relógio profético dentro da história humana.

O que somos diante de Deus?

Eu me chamo Jorge Henrique da Silva e convido todos vocês a conhecerem meus livros.

Neles explico com mais detalhes minha compreensão sobre a guerra espiritual, sobre a corrupção religiosa e sobre os acontecimentos que, para mim, estão relacionados ao cumprimento das profecias.

Também explico por que acredito que nosso inimigo nunca se preocupou apenas em fazer com que alguém deixasse de acreditar em Deus.

Ele próprio não pode negar a existência do Criador.

Na minha compreensão, sua verdadeira estratégia é impedir que vivamos como Jesus Cristo ensinou.

Ele deseja destruir nossa comunhão com Deus.

Deseja esfriar o amor.

Deseja transformar a fé em vaidade, disputa, medo e interesse material.

Por isso, mais importante do que dizer a qual religião pertencemos é responder à pergunta:

O que somos diante de Deus?

Amamos o próximo?

Perdoamos?

Ajudamos quem sofre?

Temos misericórdia?

Vivemos aquilo que pregamos?

Amar o próximo é amar a Deus.

Devemos cultuar o Criador, buscar Sua presença e nos afastar de tudo aquilo que corrompe nosso coração.

Essa é a reflexão que deixo hoje.

Que Deus nos conceda sabedoria, discernimento e forças para permanecermos firmes até o fim.

"Se esta história tocou você, continue acompanhando as demais postagens do blog e conheça mais da minha caminhada."  

Neste blog compartilho parte da minha caminhada e reflexões sobre fé, esperança, perseverança e as experiências que marcaram minha vida.

Se desejar acompanhar as próximas publicações, volte sempre.

Que Deus abençoe você e sua família.

Jorge Silva.

Autor: Jorge Silva
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