POUPADO DA MORTE. PARTE I.

              




 Poupado da Morte

"Quando estiver diante do mar e não puder atravessar, chame por Jesus Cristo com fé."

Existe um nome que atravessa os séculos.

Um nome que cura.

Um nome que protege.

Um nome que salva.

Esse nome não pertence a nenhuma denominação religiosa, não pertence ao papa, a padres, bispos, pastores, missionários ou qualquer outra liderança humana.

Esse nome pertence ao Filho de Deus.

O Verbo se fez carne, habitou entre nós e, por meio do Seu amor ágape, abriu o caminho da graça para toda a humanidade.

Ao longo da vida enfrentaremos dificuldades, tempestades e momentos em que parecerá impossível continuar caminhando.

O medo costuma ser o maior responsável por enfraquecer nossa fé.

Existem dias em que os problemas se tornam tão grandes que parecem um mar prestes a nos engolir.

As dores aumentam.

As preocupações se multiplicam.

A esperança parece desaparecer.

Mas aprendi, ao longo da minha caminhada, que existe um Salvador capaz de abrir caminhos onde os olhos humanos enxergam apenas impossibilidades.

Em 1988, quando fui apresentado a Jesus Cristo através do Espírito Santo, usando minha vizinha e mãe de criação como instrumento, muitas das dores que eu carregava já faziam parte da minha história.

Nasci fruto de uma gravidez extremamente difícil.

Minha mãe biológica tentou interromper a gestação diversas vezes e, em consequência de tudo o que vivi ainda no ventre, nasci com limitações físicas que me acompanharam por muitos anos.

Hoje compreendo que, desde antes do meu nascimento, enfrentei uma luta muito maior do que eu poderia imaginar.

Acredito que, desde o ventre de minha mãe, o inimigo tentou tirar minha vida.

Uma dessas lembranças jamais saiu da minha memória.

Era o ano de 1983.

Fui acometido por uma grave infecção no sangue.

Naquela época, o diagnóstico era conhecido como uma anemia gravíssima, sem reversão. Hoje compreendo que o quadro se assemelhava ao que atualmente conhecemos como leucemia.

Meu estado era extremamente delicado.

Passei dias com febre muito alta, convulsões e fortes dores.

Os médicos fizeram tudo o que estava ao alcance deles.

Depois de esgotarem as possibilidades, disseram à minha família que pouco mais poderia ser feito.

Mesmo assim, recebi uma oportunidade.

Naquele período, a Secretaria de Saúde selecionou cinco crianças para participarem de um tratamento considerado inovador para a época.

As chances de sobrevivência eram mínimas.

Eu era uma delas.

Na verdade, era a criança em estado mais grave.

Passei o dia inteiro sofrendo espasmos musculares.

Meu corpo parecia não suportar mais.

Na madrugada entre quinta e sexta-feira aconteceu algo que jamais consegui explicar apenas pela lógica humana.

Acordei sozinho.

Minha mãe, minha avó e minha irmã continuavam dormindo.

Olhei para o teto do quarto e vi uma intensa luz descendo lentamente em direção ao canto do cômodo.

Uma paz muito diferente tomou conta daquele ambiente.

Curiosamente, naquele primeiro instante não senti medo.

Logo depois percebi que daquela luz surgiam pequenas esferas luminosas.

Pareciam bolhas de água, mas eram feitas de luz.

Elas desciam lentamente até cercarem a cama onde eu estava deitado.

Apenas eu permanecia acordado.

As pequenas luzes eram de uma beleza indescritível.

Algumas aproximaram-se muito de mim.

Foi então que senti medo.

Parecia ouvir vozes suaves, como se aquelas luzes conversassem entre si.

Mesmo sem conhecer Jesus Cristo naquela época, comecei a pedir ajuda.

Pedi socorro.

Pedi para não morrer.

Pedi para continuar vivendo ao lado da minha mãe.

Também pedi que Deus acabasse com aquele sofrimento.

Em seguida, aquelas luzes permaneceram sobre o meu corpo.

Lembro-me claramente de sentir algo semelhante a uma energia envolvendo cada parte de mim.

Foram apenas alguns minutos.

Mas, para uma criança, pareceram horas.

Depois disso adormeci profundamente.

Quando despertei, toda a casa já estava acordada.

Minha avó aproximou-se para verificar como eu estava.

Percebeu imediatamente que a febre havia desaparecido.

Eu ainda estava muito fraco, mas já conseguia levantar, tomar banho e sentia meu corpo reagindo pouco a pouco.

Alguns dias depois retornamos ao Hospital Luís de França.

O médico responsável pelo tratamento ficou profundamente surpreso com minha recuperação.

Dos cinco pacientes submetidos ao procedimento, eu havia sido o primeiro a realizar a transfusão de sangue por causa da gravidade do meu estado.

No fim daquele tratamento, apenas dois sobreviveram.

Algum tempo depois soubemos que a outra criança também havia falecido.

Eu fui o único que permaneceu vivo.

Até hoje guardo essa lembrança com profunda gratidão.

Quando olho para trás, vejo que Deus me poupou da morte.

Essa experiência marcou definitivamente minha vida.

Aprendi que o medo pode nos paralisar.

Mas também aprendi que a fé abre caminhos onde não existe saída.

Todos nós enfrentaremos mares durante a caminhada.

Alguns enfrentam enfermidades.

Outros lutam contra a depressão.

Há quem enfrente problemas financeiros, familiares ou espirituais.

Independentemente do tamanho do mar que esteja diante de você, existe um nome acima de todos os nomes.

Jesus Cristo.

Creia n'Ele.

Confie no Seu amor.

Pratique o amor ágape ensinando pelo Evangelho.

Alimente quem tem fome.

Ajude quem sofre.

Estenda a mão ao necessitado.

Perdoe.

Compartilhe esperança.

Porque a verdadeira fé sempre produz amor.

Eu me chamo Jorge Henrique da Silva.

Aceitei Jesus Cristo como meu Salvador e utilizo este espaço para compartilhar meu testemunho e aquilo que acredito sobre a guerra espiritual.

Continuo anunciando aquilo que tenho repetido ao longo desta caminhada:

"Se esta história tocou você, continue acompanhando as demais postagens do blog e conheça mais da minha caminhada." 

A figueira floresceu.

Permaneçam vigilantes.

Que Deus abençoe você e toda a sua família.

Neste blog compartilho parte da minha caminhada e reflexões sobre fé, esperança, perseverança e as experiências que marcaram minha vida.

Se desejar acompanhar as próximas publicações, volte sempre.

Que Deus abençoe você e sua família.

Jorge Silva.

Autor: Jorge Silva. 

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